O Plano de Ação para a Efetivação da Política Distrital para a População em Situação de Rua — coordenado pela Casa Civil do Distrito Federal — atendeu, na última semana, 42 pessoas em diversos locais do DF. De terça-feira (30) até o último domingo (4), as operações passaram por 13 pontos do Plano Piloto e de Ceilândia.
Na terça (30), as equipes visitaram quatro pontos no Plano Piloto. Na ocasião, oito pessoas foram encontradas e atendidas, um caminhão de entulho foi removido, com os materiais considerados inservíveis sendo levados à Unidade de Recebimento de Entulhos (URE), e três estruturas precárias foram desconstituídas.
Na quarta (31), a operação seguiu para Ceilândia, onde um ponto foi visitado. Três pessoas foram acolhidas, um caminhão de entulho foi removido e uma estrutura precária foi desconstituída. Não houve ação na quinta-feira (1º).
Na sexta (2), as equipes voltaram ao Plano Piloto e visitaram três pontos na Asa Norte. Ao todo, 17 pessoas foram localizadas, dois caminhões foram removidos e uma estrutura precária foi desmontada.
No sábado (3), quatro pontos foram visitados na área central e na Asa Sul. Seis pessoas foram encontradas, quatro estruturas desconstituídas e dois caminhões de entulho retirados.
Já no domingo (4), novamente na Asa Norte, um ponto foi visitado, com oito pessoas acolhidas, sete estruturas desmontadas e um caminhão removido.
Política distrital
O Distrito Federal foi a primeira unidade da Federação a apresentar um plano de política pública após a suspensão das ações de abordagem à população de rua pelo Supremo Tribunal Federal (STF). As ações de acolhimento começaram a ser implementadas após uma fase de testes em maio de 2024, quando o GDF realizou visitas na Asa Sul e em Taguatinga, atendendo cerca de 50 pessoas com assistência social e oferta de serviços públicos.
Em 27 de maio de 2024, o GDF tornou oficial o Plano de Ação para a Efetivação da Política Distrital para a População em Situação de Rua. Desde então, ocorrem ações semanais em diversos pontos do Distrito Federal. Os órgãos do governo já passaram por regiões como Plano Piloto, Vila Planalto, Taguatinga Norte e Sul, Ceilândia, Águas Claras e Arniqueira.
Em julho de 2025, a vice-governadora Celina Leão, então em exercício, assinou decreto que criou o programa Acolhe DF, que propõe uma busca ativa e oferta de tratamento a pessoas em situação de rua com vício em drogas — tanto as ilícitas quanto álcool e tabaco —, criando uma linha de atendimento a essas pessoas e, consequentemente, aprimorando as ações já existentes do GDF voltadas a esse público.
No mesmo mês, o GDF inaugurou o primeiro hotel social da capital da República, destinado a acolher e abrigar a população em situação de rua. O equipamento oferece 200 vagas para pernoite e recebe também animais de estimação
Além disso, desde 2022, o governo promove, em períodos de baixas temperaturas, a chamada Ação contra o Frio, com oferta de espaços públicos para pernoite de pessoas em situação de rua. Apenas em 2025, a unidade aberta na Asa Sul registrou 6,6 mil atendimentos. No local, também foram oferecidos casacos e cobertores arrecadados por meio da campanha Agasalho Solidário, da Chefia-Executiva de Políticas Sociais.
Por Por Brasília
Fonte Agência Brasília
Foto: Agência Brasília











