Com a chegada do período de maior circulação de vírus respiratórios, cresce o número de crianças atendidas com quadros que podem se agravar rapidamente. Em muitos casos, reconhecer os sinais de alerta nos primeiros minutos faz toda a diferença no desfecho clínico.
Entre março e julho, doenças como bronquiolite e pneumonia voltam a impactar os serviços de saúde e seguem entre as principais causas de internação e mortalidade infantil, especialmente em menores de cinco anos. Diante desse cenário, agir com rapidez e segurança é essencial para evitar complicações.
Para reforçar esse preparo, o Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) realizou, nesta quarta-feira (25), o treinamento Avaliação Respiratória — Pediatria. A capacitação reuniu profissionais da assistência e estudantes, com foco no aprimoramento da avaliação clínica desde o primeiro atendimento.
A atividade foi conduzida pela fisioterapeuta do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), Keite Kelli da Costa, que destacou o papel da avaliação inicial na evolução dos casos. “É a partir dessa análise que conseguimos direcionar a conduta. Escolher o suporte adequado no momento certo impacta diretamente na evolução da criança”, afirma.
Durante o treinamento, dados ajudaram a dimensionar a relevância do tema. A pneumonia, por exemplo, ainda responde por cerca de 14% das mortes em crianças menores de cinco anos no mundo. Já a bronquiolite permanece como uma das principais causas de internação em lactentes, pressionando principalmente os serviços de urgência e terapia intensiva.
Para agilizar a identificação de quadros mais graves, ferramentas como o Triângulo de Avaliação Pediátrica (TAP) foram apresentadas como aliadas no atendimento. Em poucos segundos, é possível observar aparência, respiração e circulação, o que permite reconhecer sinais de alerta e priorizar o cuidado.
A capacitação também reforçou que intervenções simples, quando realizadas no momento oportuno, podem evitar agravamentos. Posicionamento adequado, desobstrução das vias aéreas e início precoce da oxigenoterapia estão entre as medidas que contribuem para a estabilização dos pacientes.
“Na pediatria, cada detalhe importa. Identificar sinais precocemente ajuda a definir o melhor cuidado e evita agravamentos”, reforça Keite.
O impacto desse período já é percebido na prática. Entre março e junho, o HRSM registra aumento significativo na procura por atendimento infantil. Em 2025, o Pronto-Socorro Infantil (PSI) contabilizou 32.385 atendimentos, sendo 49% de pacientes do Distrito Federal e 51% de outras regiões, o que reforça o papel do hospital como referência no cuidado pediátrico.
A iniciativa integra as ações do Núcleo de Educação Permanente (Nudep) e da Diretoria de Inovação, Ensino e Pesquisa (Diep), que seguem investindo na qualificação das equipes e no fortalecimento da assistência prestada à população.
*Com informações da IgesDF
Por Painel da Cidadania
Fonte Agência Brasília
Foto: Divulgação/IgesDF










