Verão e exposição prolongada ao sol acendem alerta para saúde

Altas temperaturas exigem atenção aos sinais do corpo e cuidados imediatos após longos períodos ao ar livre

7

Horas de sol na piscina, na praia ou em atividades ao ar livre parecem inofensivas, mas também podem desencadear problemas de saúde. Com o verão começando, a insolação volta a ser um risco comum. Nesse contexto, a Secretaria de Saúde (SES-DF) alerta para os cuidados essenciais que devem ser mantidos durante esta temporada.

“A insolação é causada pela exposição prolongada ao sol ou a altas temperaturas, levando a um superaquecimento do corpo que não consegue mais regular sua própria temperatura; é uma emergência médica que exige atenção imediata”, adverte a dermatologista Letícia Oba, coordenadora dos ambulatórios de psoríase e cosmiatria do Hospital Regional da Asa Norte (Hran).

De acordo com o Ministério da Saúde, o diagnóstico da insolação é basicamente clínico, fundamentado na avaliação dos sinais e sintomas apresentados pelo paciente. Em algumas situações, o médico solicita exames complementares para identificar a gravidade do quadro e verificar se houve comprometimento de órgãos.

Fatores de risco

A insolação pode ser favorecida por uma combinação de fatores ambientais e individuais. Exposição prolongada a ondas de calor e em ambientes quentes e úmidos por vários dias seguidos são situações que elevam o risco. Condições como obesidade, baixo nível de condicionamento físico e desidratação também dificultam a dissipação do calor corporal e prejudicam a capacidade de transpiração.

Idosos, crianças pequenas e pessoas com doenças crônicas estão entre os grupos mais vulneráveis. “O uso de certos medicamentos também contribui para o agravamento do quadro”, lembra a dermatologista do Hran. “Esses fatores podem atuar isoladamente ou em combinação, aumentando significativamente o risco de insolação”.

Os sinais da insolação costumam aparecer de forma progressiva, indicando que o organismo está sobrecarregado pelo calor. Pele quente, seca e avermelhada, aumento da temperatura corporal, dor de cabeça intensa, náuseas e sensação de fraqueza são as manifestações mais comuns. Em quadros graves, podem ocorrer desmaios, convulsões, vômitos persistentes e dificuldade respiratória.

O que fazer

Diante de sintomas leves a moderados, a orientação é buscar atendimento em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) ou Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Nos casos suspeitos de insolação grave, é fundamental acionar imediatamente o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu/192) ou procurar o pronto-socorro de qualquer hospital da rede pública da SES-DF.

“Enquanto o socorro não chega, é essencial retirar a pessoa da fonte de calor e iniciar o resfriamento do corpo”, orienta Leticia Oba. “Medidas simples, como compressas frias ou bolsas de gelo nas axilas, virilhas e pescoço, ajudam a reduzir a temperatura corporal. Se for possível e a pessoa estiver consciente, mergulhe-a em uma banheira com água fria, não gelada, ou use um chuveiro.”

A médica lembra que o uso de antitérmicos, como paracetamol ou ibuprofeno, não é indicado nesses casos. A ingestão de líquidos só deve ser feita se a pessoa estiver consciente e sem episódios de vômito.

A prevenção passa por hábitos simples no dia a dia. Manter boa hidratação, evitar exposição ao sol nos horários mais quentes (entre as 10h e as 16h), usar roupas leves e de cores claras e aplicar filtro solar regularmente são medidas eficazes para reduzir o risco de insolação e suas complicações.

*Com informações da Secretaria de Saúde

Por Painel da Cidadania
Fonte Agência Brasília
Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília 

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui