“Não vamos tolerar falta de atendimento”, diz Celina após mortes de gestantes

Governadora afirma que casos serão rigorosamente apurados, anuncia reforço na fiscalização da rede pública de saúde

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A governadora Celina Leão comentou as mortes de duas gestantes atendidas no Hospital Regional de Samambaia (HRSam), nos últimos quatro dias. Após visitas técnicas a obras no Itapoã, nesta quarta-feira (15/7), ela afirmou que os casos estão sendo tratados como prioridade, prestou solidariedade às famílias e garantiu rigor nas investigações.

“Chamamos várias reuniões. O secretário, inclusive ontem, chamou toda a equipe, porque a gente não vai tolerar esse tipo de atendimento nos nossos hospitais. Estamos reforçando as nossas diretorias, as nossas chefias, trabalhando muito na humanização. Há também uma previsão de mudar o protocolo do atendimento do pré-natal. Isso também está sendo feito pelas equipes e eu tenho certeza de que a gente precisa realmente melhorar”, afirmou Celina.

Sobre a apuração dos casos, Celina afirmou que todas as imagens do sistema de monitoramento da rede pública estão sendo disponibilizadas às famílias e às autoridades responsáveis pelas investigações. “Nós temos 100% com a nossa saúde monitorada. Não tem como falar o que não aconteceu. Está lá nas câmeras, e a gente está abrindo essas câmeras para todos os familiares, para a polícia também, e apurando. Não vamos passar a mão na cabeça de ninguém”, afirmou.

A chefe do Executivo local aina reforçou que o governo não aceitará condutas que desrespeitem os pacientes. “Não vamos tolerar nenhum tipo de falta de atendimento, de falta de humanidade, de naturalizar o sofrimento das pessoas”, enfatizou.

A governadora manifestou solidariedade às famílias das vítimas e disse que o governo irá enfrentar os problemas da rede pública de saúde. “Sou uma governadora que enfrenta as dificuldades. Saúde sempre foi algo com muita dificuldade, mas a única diferença que eu acho que a gente tem na nossa gestão é de não esconder o problema, de partir para cima, de chamar as equipes, realmente de tomar providência”, disse.

Mortes

O primeiro caso, que ocorreu no último domingo (10/7), é o da gestante Maria Graciane Andrade Alves, de 36 anos. Ela deu entrada no Hospital Regional de Samambaia com 41 semanas de gestação para dar à luz. Segundo a família, a paciente relatou que não tinha condições de passar por um parto normal, mas o procedimento teria sido mantido por várias horas.

O quadro evoluiu para uma hemorragia grave, retirada do útero e paradas cardiorrespiratórias. Maria Graciane morreu na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A filha sobreviveu e permanece internada, até o fechamento dessa matéria. A Polícia Civil investiga o caso e a Secretaria de Saúde instaurou apuração interna para verificar se houve falhas na assistência.

O segundo caso, que ocorreu nesta terça (14/7), envolve Maria Aparecida Caldino dos Santos, 25. A família também denuncia supostas falhas no atendimento prestado durante o parto no HRSAM. A morte da jovem ampliou a repercussão sobre o atendimento obstétrico da unidade e motivou novos pedidos de investigação e esclarecimentos por parte dos familiares.

Fonte Correio Braziliense
Foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press