DF tem alerta laranja para baixa umidade do ar nesta quinta-feira

Com possibilidade de a umidade relativa do ar ficar abaixo de 20%, especialistas alertam para impactos na saúde da população

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O Distrito Federal entrou, nesta quinta-feira (30/7), em alerta laranja de perigo para baixa umidade relativa do ar, com índices que podem cair abaixo de 20% nas horas mais quentes do dia. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) prevê que o tempo seco persistirá pelo menos até 3 de agosto. Durante a semana, a umidade relativa do ar deve variar entre 20% e 30% no período da tarde, enquanto nas primeiras horas da manhã e, durante a noite, os índices podem chegar a até 80%. 

Nesta sexta-feira (31/7), os índices sobem levemente para 30%, acompanhados de uma pequena queda nas temperaturas. O fim de semana continuará seco, com umidade entre 25% e 30% no sábado, e em torno de 29% no domingo, sem qualquer previsão de chuva.

O meteorologista do Inmet Olívio Bahia explica que o cenário faz parte do comportamento climático esperado para esta época do ano, mas exige atenção redobrada. “O período seco iniciou em maio e costuma durar até setembro. Quase sempre, há risco elevado de incêndio em função da falta de chuva, do mato e do solo seco. É a época do ano em que se instala a massa de ar seco em grande parte da região central do Brasil. Essa massa dificulta a formação de nuvens, por isso costumamos ter pouca chuva nessa época e, consequentemente, baixa umidade”, analisa.

Vulnerabilidade

O médico generalista Marcelo de Araújo Lopes Júnior destaca que, embora todas as pessoas sintam os efeitos do clima seco, alguns grupos são mais vulneráveis.

“Crianças e idosos costumam sentir os efeitos de forma mais intensa, assim como pessoas que já têm doenças respiratórias, como asma e rinite, ou problemas de pele, como dermatite. Quem passa muitas horas ao ar livre, exposto ao sol e à poeira, também tende a apresentar mais sintomas nessa época do ano”, afirma.

Segundo o médico, a redução da umidade compromete as barreiras naturais de proteção do organismo. “As mucosas do nariz, da garganta e dos olhos perdem parte da hidratação natural, assim como a pele, e ficam mais suscetíveis à irritação e favorecem o aparecimento de sintomas e até de infecções respiratórias. Além disso, o clima seco facilita a permanência de poeira e outros alérgenos em suspensão, o que pode desencadear ou agravar crises de rinite, asma e outras doenças alérgicas”, ressalta.

Entre os sintomas mais frequentes estão dor de cabeça, sensação de cansaço, tosse, espirros, irritação na garganta, sangramento nasal, ressecamento da pele e ardência nos olhos.

Para minimizar os impactos do tempo seco, Marcelo orienta que a hidratação deve ser prioridade. “Beber água regularmente, mesmo sem sentir sede, ajuda o organismo a enfrentar melhor esse período. Também é importante usar hidratantes na pele, aplicar soro fisiológico nas narinas quando houver ressecamento e utilizar colírios lubrificantes, quando indicados, para aliviar o desconforto ocular”.

O especialista também aconselha evitar atividades físicas entre o fim da manhã e o meio da tarde, quando a umidade atinge os menores índices. O uso de chapéus, óculos escuros e roupas leves também contribui para reduzir os efeitos do calor e da exposição ao sol.

Fonte Correio Braziliense
Foto: Carlos Vieira/CB/D.A Press