Amamentação no DF: Especialista revela benefícios para mãe e bebê

Mais que alimento: o leite materno protege o bebê de doenças e a mãe da depressão pós-parto; veja como o DF virou referência no tema

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O aleitamento materno é uma das estratégias mais eficazes para um início de vida saudável, beneficiando o desenvolvimento infantil e a saúde da mulher. A campanha Agosto Dourado reforça a importância da amamentação e mobiliza a sociedade e profissionais de saúde para ampliar o apoio às mães.

O Distrito Federal se destaca neste cenário. Segundo o Boletim Informativo de Estado Nutricional e Consumo Alimentar de 2024, da Secretaria de Saúde (SES-DF), mais de 68% dos bebês com até seis meses recebem exclusivamente leite materno na região.

Benefícios para mães e bebês

A pediatra e neonatologista Renata Vasques Palheta Avancini, professora do Centro Universitário UNICEPLAC, explica que os benefícios da amamentação vão além da nutrição. “O leite materno aumenta o vínculo entre mãe e filho, melhora a recuperação da mãe no pós-parto e previne a depressão pós-parto”, afirma.

Para o recém-nascido, o alimento contém substâncias que não existem em nenhum outro. Elas são fundamentais para o desenvolvimento dos sistemas imunológico, gástrico e neurológico. A médica acrescenta que o leite materno também ajuda na prevenção de anemias neonatais e da obesidade infantil.

Quando surgem dificuldades, a orientação é procurar ajuda especializada rapidamente. “Todas as mães que estejam passando por alguma dificuldade de amamentação devem procurar a equipe de saúde”, orienta a Renata.

Ela sugere buscar apoio nos bancos de leite dos hospitais regionais, que possuem equipes especializadas no acompanhamento e incentivo ao aleitamento. Os bancos de leite do Distrito Federal são reconhecidos nacionalmente pelo trabalho de excelência no apoio a mães que desejam amamentar.

No UNICEPLAC, o incentivo faz parte da rotina dos ambulatórios de Pediatria e Neonatologia. “Em todo ambulatório há orientação sobre amamentação e apoio às mães para que mantenham o aleitamento materno exclusivo até os seis meses de vida do bebê. Neste mês, também vamos reforçar as campanhas educativas com a participação de nossos alunos e professores”, conclui a professora.

Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

Fonte Correio Braziliense
Foto:  Divulgação