Um dia depois de um forte temporal alagar ruas da Colônia Agrícola 26 de Setembro, os moradores voltaram a enfrentar os transtornos provocados pela chuva. Ontem, a água tomou novamente vias da região, e a Rua 2 esteve entre os pontos mais afetados, com o nível da enxurrada chegando aos joelhos. Além das dificuldades de locomoção, o cenário deixou marcas de destruição e levantou questionamentos sobre as condições das ruas.
O Correio foi até o local e encontrou uma extensa área danificada pela força da água, com buracos, pedras e lama espalhados pela via. Em um trecho de aproximadamente oito metros, os sinais dos estragos eram evidentes, com o acúmulo de detritos e a deterioração do terreno.
A situação preocupa os moradores, principalmente porque, segundo relatos ouvidos pela reportagem, equipes que realizam serviços de asfaltamento passaram um trator pela Rua 2 e informaram que a via seria rebaixada para evitar novos alagamentos. O serviço ocorreu pouco antes da chuva e, de acordo com os moradores, as condições da rua pioraram após o temporal.
Perigo
A líder comunitária, Cristiane Karla, 43 anos, afirma que os alagamentos comprometem a mobilidade de quem vive na região, especialmente daqueles que dependem do transporte público. Segundo ela, a força da enxurrada transforma a rua em um trecho perigoso, onde moradores correm o risco de cair e ficar presos na lama.
“Fica muito difícil a situação para nós que não temos um meio de transporte para se locomover. Os ônibus não têm acesso, a água desce com muita força, a rua fica escorregadia. Houve situações em que já levei um tombo com a água da enxurrada e situações em que tivemos que salvar animais e pessoas que ficaram atoladas na lama”, relata.
Há quase 15 anos na região, o comerciante Natanael Sousa, 55, acompanha os problemas causados pelas chuvas. Dono de um mercado em frente a um grande buraco que, segundo ele, aumenta a cada temporal, Natanael afirma que a situação prejudica diretamente o acesso dos clientes ao estabelecimento.
“A entrada da minha loja fica dificultada para o cliente. Somos uma cidade regularizada, não era para estarmos passando por isso”, lamenta.
Os alagamentos também dificultam o acesso a serviços e espaços comunitários. O pastor Oridalto Martins, 73, conta que a situação interfere na chegada dos fiéis à igreja.
“Toda a sociedade fica prejudicada. A igreja é um instrumento de vida para a sociedade. Então, se ela está ilhada, dificulta o acesso. E ainda nem começou o período chuvoso, imagina quando chegar. Ficamos apreensivos”, afirma.
Como se proteger?
» Medidas preventivas são a melhor forma de evitar problemas. As recomendações variam se você está em um ambiente fechado ou em uma área aberta. Veja o que fazer para se proteger.
» Evite aparelhos eletrônicos: não use equipamentos elétricos que estejam ligados na tomada. A descarga elétrica pode percorrer a fiação e atingir quem estiver em contato com o aparelho.
» Fique longe de janelas e portas metálicas: esses locais não oferecem proteção adequada e podem atrair a eletricidade.
» Não tenha contato com a água: evite tomar banho, lavar louça ou ter qualquer contato com água encanada. Os canos metálicos são condutores de eletricidade.
» Procure um abrigo seguro na rua: se estiver em área externa, busque imediatamente um refúgio, como uma construção sólida ou um carro fechado.
» Seguir essas orientações reduz significativamente os riscos. Em caso de emergência, entre em contato com a Defesa Civil (199) ou o Corpo de Bombeiros (193).
Fonte Correio Braziliense
Foto: Material cedido ao Correio











