Painel de feminicídios tem mil acessos em uma semana

Instrumento foi lançado em junho pela Secretaria de Segurança Pública e vai servir como base para políticas públicas e estudos

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Na última quarta-feira (30/6), o Painel Interativo de Feminicídios atingiu a marca de mil acessos. O instrumento foi criado para dar mais transparência aos dados relacionados aos crimes desse tipo ocorridos no DF e aumentar a interação com os diversos segmentos da sociedade e do governo. A ferramenta possibilita a realização de pesquisas qualitativas, como locais de maior incidência do crime, buscas por idade ou regiões administrativas.

“Com maior entendimento de como o crime é cometido, é possível criar políticas públicas de proteção e atendimento para o enfrentamento cada vez mais assertivo”Delegado Júlio Danilo, secretário de Segurança Pública

Os dados disponibilizados fazem parte de estudos e análises realizados pela Câmara Técnica de Monitoramento de Homicídios e Feminicídios (CTMHF), da Secretaria de Segurança Pública do DF (SSP). O material contempla informações de todos os feminicídios ocorridos no Distrito Federal, desde a publicação da Lei nº 13.104, em março de 2015.

“O painel lançado é muito semelhante ao Painel Covid, utilizado pelo Governo do Distrito Federal para divulgação dos dados referentes à pandemia no DF. As informações disponibilizadas poderão subsidiar gestores públicos, o sistema de Justiça, acadêmicos, imprensa e a própria população. Com maior entendimento de como o crime é cometido, é possível criar políticas públicas de proteção e atendimento para o enfrentamento cada vez mais assertivo e direcionado do feminicídio e da violência de gênero”, pontua o secretário de Segurança Pública, delegado Júlio Danilo.

Os dados são atualizados sistematicamente e podem ser acessados por meio do site da SSP, inclusive pelo celular. “O envolvimento dos mais diversos segmentos da sociedade no enfrentamento a toda e qualquer violência contra a mulher é nosso foco principal, e por isso continuamos investindo nas mais diferentes formas de acesso às informações que possam contribuir com a redução dos crimes no DF”, completa o secretário.

Em março, junto do lançamento do programa Mulher Mais Segura, os dados da CTMHF passaram a ser disponibilizados no site da SSP. A diferença no novo formato é que os dados são mostrados de forma interativa ao usuário e não somente publicados de forma estática, como ocorria até o lançamento do painel.

“A pesquisa de informações por meio da plataforma de BI [Business Intelligence] possibilitará a busca segmentada de informações, sendo possível, inclusive, realizar a pesquisa da motivação do crime ocorrido e [acessar] o número de casos de acordo com a população da região administrativa, com taxa índice para cada 100 mil habitantes, entre outros recortes relevantes”, ressalta o coordenador da CTMHF, delegado Marcelo Zago.

Os avanços do painel, de acordo com a coordenadora do Núcleo Judiciário da Mulher e titular do Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Taguatinga do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), Luciana Lopes Rocha, é que o feminicídio pode ser fenômeno evitável, desde que os fatores de risco locais sejam compreendidos. “O estudo vai ao encontro do desenvolvimento de políticas preventivas e em acordo com o artigo 8º da Lei Maria da Penha, que visa coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher por meio de um conjunto de ações”, explica a magistrada.

*Com informações da Secretaria de Segurança Pública

Por Agência Brasília com informações de Sueli Moitinho

Foto: Reprodução Agência Brasília

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