Saiba como se proteger e identificar os sintomas da Ômicron

A nova cepa gera preocupação pois na África do Sul demonstrou ter potencial vantagem evolutiva em relação às demais variantes

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A nova variante do Covid-19, Ômicron, que foi identificada inicialmente na África do Sul, já atingiu viajantes que chegaram ao Brasil e em países da Europa. Hoje já são dois casos no Distrito Federal, mas que segundo a Secretaria de Saúde do DF, um dos pacientes apresentou melhoras no quadro sintomático leve, e o outro com diagnóstico positivo segue sem sintomas. Ambos completaram o ciclo vacinal, com duas doses mais o reforço da imunização contra a doença.

Segundo o infectologista do Hospital Anchieta de Brasília, Dr. Victor Bertollo, a nova cepa gera preocupação pois na África do Sul, onde foi inicialmente identificada, demonstrou ter potencial vantagem evolutiva em relação às demais variantes, ainda esta variante acumula mutações que poderiam estar relacionadas a maior transmissibilidade e redução da proteção oferecida pelas vacinas, no entanto essas hipóteses precisam ainda ser confirmadas com estudos adicionais. “Ainda precisamos de mais dados e estudos epidemiológicos adequados para conseguir estimar se a Ômicron realmente tem uma transmissibilidade maior ou não e qual impacto ela terá na efetividade das vacinas, tanto para prevenção de infecção quanto para prevenção de formas graves da covid-19”, explica.

Apesar da variante já ter atingido vários países, a grande maioria dos casos associados a ela são leves, mas o médico infectologista reforça que ainda é cedo para dizer se ela tem ou não maior gravidade, porque esses quadros leves podem estar relacionados a pessoas vacinadas.

Sintomas e cuidados necessários

“A priori, os sintomas esperados são os mesmos: perda do olfato e do paladar, além de tosse, febre, dor no corpo, coriza e dor de garganta. Sintomas semelhantes a uma síndrome gripal, com o diferencial que tende a ser mais marcante na Covid, a questão da perda do olfato e do paladar, porém ressalta-se que estes sintomas não são obrigatórios”, explica o médico infectologista.

Ele explica que o fundamental neste momento é que as pessoas continuem se vacinando e tomando os devidos cuidados, “se já chegou seu momento, tome a dose adicional ou a dose de reforço, porque até o momento, para todas as variantes que a gente tem observado é que as vacinas mantém elevada efetividade para prevenção de formas graves da doença, e a dose de reforço amplia muito a resposta imune”, conclui.

Ele explica que é importante que as pessoas continuem a respeitar as medidas de distanciamento, e sempre optar por ambientes bem ventilados, somando aos cuidados da saúde, com boa alimentação e práticas de atividade física.

A pauta da imunidade se torna muito relevante para o momento, uma vez que especialistas já traçaram a correlação entre exercícios físicos e a proteção ao novo coronavírus. Segundo a Presidente Fundadora do Sindicato das Academias do DF (Sindac), Thais Yeleni, o exercício ajuda na prevenção ao contágio da doença. “É mais difícil o contágio para quem tem a imunidade alta, e, caso venha contrair a doença, os desdobramentos são significativamente menores. Estudos científicos comprovam que há 34% menos chances de internações em pessoas fisicamente ativas”, aponta.

Segundo Thaís, há estudos que mostram que o Coronavírus traz desdobramentos na saúde até um ano após o seu contágio. “Então, a pessoa que se mantém ativa, com uma boa alimentação, atividade física regular de média a baixa intensidade, e um bom sono, tende a diminuir em até 60% os efeitos do pós-covid”, acrescenta.

Por Redação do Jornal de Brasília com informações de Sueli Moitinho

Foto: Agência Brasil

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