Comemoração volta a acontecer nos bares em Brasília

Vitória por 4×1 do Brasil reacende esperança pelo hexacampeonato

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A goleada do Brasil sobre a Coreia do Sul ontem renovou a esperança do hexacampeonato após a derrota para a equipe de Camarões na última sexta-feira (2). Nos bares de Águas Claras e no alto das sacadas, os torcedores comemoraram a crescente moral que a seleção brasileira conquistou na vitória por 4×1. Com o resultado, o Canário avança para as quartas de final e enfrentará a Croácia na próxima sexta-feira (9).

No comércio de bares e hamburguerias em frente à estação Águas Claras na cidade, mais de 300 pessoas se reuniram em pontos distintos para assistir ao jogo enquanto bebiam e comiam. Mesas e cadeiras extras foram colocadas nos espaços, mas muitos assistiram ao jogo em pé pela falta de lugares disponíveis.

Entre camisetas amarelas e azuis, principais cores dos torcedores, havia outra cor que se destacava para o adversário da tarde de ontem. Gabriel Patrício, 23 anos, vestia a camiseta da seleção da Coreia do Sul. Ele estava acompanhado de outros quatro amigos, que vestiam a camiseta da seleção brasileira. De acordo com ele, apesar do brasão coreano no peito, torcia para o Brasil avançar para a próxima fase das eliminatórias.

“Eu não tenho a blusa do Brasil, mas eu amo muito o BTS [Bangtan Boys, grupo masculino de pop sul-coreano masculino, que tem feito sucesso no ocidente]. E um amigo meu tinha essa blusa da Coreia e eu pedi para ele. E vim com ela” disse o estudante de psicologia. Gabriel afirmou que a vitória brasileira é motivo de felicidade, mas que o resultado poderia ser com menos gols da seleção. “Podia ter sido um 2×0 ou 2×1 para ser mais emocionante.”

De acordo com ele, o Brasil tem boas chances de conquistar, após 20 anos, o hexa neste ano. “Dá para sonhar, estamos muito bem. Temos Vini Júnior, Casemiro, então acho que dá para sonhar com o Brasil com o hexa sim”, finalizou. Apesar de preferir assistir ao jogo no conforto de casa, o torcedor garante que assistir com os amigos no bar também é muito bom, justamente pela companhia.

No mesmo grupo de amigos, estava Yasmin Lessa, 23, também estudante de psicologia. Ao contrário de Gabriel, com a blusa clássica amarela da seleção brasileira, ela gostou da atuação brasileira ontem. “Todos foram muito bem, o jogo foi bem jogado. Acho que o Brasil massacrou a Coreia. […] Eu tô bem iludida com o hexa, na verdade. Dá pra chegar”, concordou.

Segundo ela, a seleção é capaz de enfrentar e vencer as outras favoritas ao título nesta Copa do Mundo, como a França ou a Espanha. Mas o confronto que ela mais espera é contra a Argentina, na provável semifinal entre os dois times. “Estou esperançosa para mostrar quem é que manda”, brincou a torcedora.

Uma das vantagens da copa, conforme defendeu Yasmin, é a mudança de ares no clima político brasileiro. “A Copa do Mundo é um suspiro que estamos vivendo depois de todo esse caos que vivenciamos nos últimos quatro anos e nessas eleições”, destacou.

Ao contrário de Gabriel, Yasmin prefere assistir aos jogos em bares. A vantagem está no fato de ter os amigos reunidos juntamente com outros torcedores em prol de um objetivo em comum: ganhar o jogo e avançar para o hexa. Ela assistiu a todos os confrontos em locais similares ao que estava em Águas Claras, mas na região do Plano Piloto.

As amigas Lorena Mendonça, 22, e Luiza Spíndola, 21, estavam no mesmo comércio acompanhando o jogo em uma das televisões dispostas entre os estabelecimentos. Para elas, a vitória da forma que aconteceu foi uma surpresa. “A gente não esperava que fossem tantos gols. […] Achamos que ia ficar 2×1 ou então ir para os pênaltis”, disse Lorena.

Ambas ficaram felizes com o resultado e preferem o otimismo para o hexacampeonato. “Acho que o Brasil está preparado para jogar contra a Croácia. Não sei se com o tanto de gols que tivemos [contra a Coreia], mas acho que dá para ganhar sim”, destacou Luiza. “Assistir aqui [com muita gente] é mais animado”, continuou Luiza. “A energia é boa”, completou Lorena.

Por Vítor Medonça do Jornal de Brasília

Foto: Vítor Medonça / Reprodução Jornal de Brasília

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