Brasilienses vão às ruas para compras de Natal

Os quiosques e corredores cheios por toda a cidade marcam as preparações para as festas de fim de ano na capital federal

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Shopping no centro de Brasília tem movimento intenso no último fim de semana antes do Natal

O comércio do Distrito Federal mantém um ritmo agitado na semana que antecede o Natal. Lojas de ruas, feiras e shoppings concentram uma grande quantidade de brasilienses que se preparam para a data comemorativa, principalmente em busca de alimentos para a ceia e presentes para familiares e amigos. O cenário otimista já era previsto pela Fecomércio-DF, que avaliou um aumento de 23% nas vendas para este ano em comparação com o ano de 2021, com arrecadação de até R$820 milhões. Na capital federal, entre os objetos preferidos para essa época estão as roupas, calçados, cosméticos e brinquedos.

Para Lidiane Pinheiro, 42, moradora do Recanto das Emas, o ato de ir às compras de Natal ficou melhor depois do período crítico da pandemia: “Nos últimos dois anos, muita loja que eu gostava fechou, e com a crise econômica ficou tudo mais caro. Ainda acho que os preços podiam abaixar mais ainda, mas já vejo uma pequena melhora com relação a isso”. A professora contou à reportagem que evitou comprar presentes caros tanto nos anos de pandemia, quanto em 2022, porque sabe que a economia ainda está em processo de retomada.

Concentrada em encontrar uma “lembrançinha” para dar à mãe e ao pai, Lidiane foi até a Feira dos Importados, no SIA, com a intenção de encontrar produtos bons e baratos. Depois de 20 minutos caminhando pelo local, e em meio a tantas lojas e opções diferentes, resolveu comprar uma bolsa e uma carteira. “Paguei 60 reais nos dois juntos e acho que valeu a pena. Se fosse em uma loja de shopping eu não encontraria por esse valor”, contou. Lidiane ainda pretende comprar mais presentes, contudo, vai deixar alguns para a última hora: “Alguns eu só vou comprar no último momento mesmo, porque acho que as promoções ficam ainda melhores”.

Em novembro, a Fecomércio apontou que, em média, cada pessoa deve gastar R$343 por presente, mas esse dado parece não se aplicar a todos. Assim como Lidiane, o programador Carlos Rocha, 36, morador do Núcleo Bandeirante, tem procurado por presentes que caibam no seu bolso, já que ele ficou desempregado no final deste ano. “Meu contrato de trabalho acabou e eu reservei uma quantia exata para comprar os presentes para a minha família, para não passarmos em branco”. Ele também estava na Feira dos Importados procurando por algum produto que pudesse fazer os filhos felizes e que não o deixasse sem renda para o final do mês.

Carlos relatou que também visitou alguns shoppings e centros comerciais da cidade durante a semana e que, claramente, a quantidade de consumidores aumentou desde o mesmo período do ano anterior. Mesmo desempregado, ele acredita que com a movimentação do cenário econômico local apareçam novas oportunidades de trabalho em 2023. “Ainda estou passando pelos efeitos da crise, mas no geral, a minha situação tem melhorado muito em comparação com o início da pandemia, em 2020. Aos poucos eu vejo uma perspectiva de melhora no poder aquisitivo”.

Se para alguns está difícil presentear os entes queridos, para outros, o fim de ano é o momento certo para isso. Regina Silva, 35, mãe de Bianca, 5, aproveitou o décimo terceiro e foi até a feira comprar o presente da filha, que pediu insistentemente por uma boneca. Com um dinheiro extra na conta, a mãe explicou ao Jornal de Brasília que as contas não ficarão tão pesadas para o próximo mês e que, além disso, se sente muito bem em poder dar um presente a alguém: “Eu gosto mais de dar presentes do que receber. Vejo que a pessoa fica feliz e com aquilo ela vai lembrar de mim de alguma forma também”.

A reportagem também observou muitas pessoas adquirindo objetos eletrônicos, como celulares, notebooks, tablets, fones de ouvido e caixas de som bluetooth. Com o avanço da tecnologia, está cada vez mais comum ter um aparelho eletrônico em casa para ajudar no dia a dia, tanto no trabalho quanto em momentos de lazer. “Talvez eu compre um celular para o meu marido por aqui, porque o dele é muito antigo e usa muito as redes sociais onde ele atua. Mas estou avaliando preços ainda”, pontuou Regina.

Em conversa com outros visitantes da feira ficou claro que os brasilienses ainda estão com um pé atrás na hora de gastar, mas o clima é de esperança. Muitos afirmaram que só vão comprar presentes na véspera, enquanto outros estão esperando por queimas de estoque e liquidações. Quando questionados sobre o que costumam comprar nesse período, as respostas foram variadas: os candangos apostam em cestas de Natal, chocolates, vinhos e champagnes, acessórios, roupas de fim de ano e até mesmo em eletrodomésticos. “É uma época ótima para avaliar o que está faltando dentro de casa e agradecer pelo que já temos”, finalizou Regina.

Por Redação do Jornal de Brasília

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil / Reprodução do Jornal de Brasília

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