PCDF pede quebra de sigilo de suspeitos de chacina

Entre os documentos divulgados pela PCDF, estão anotações e um caderno com nomes das vítimas e as informações bancárias de cada uma

89

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) solicitou a quebra de sigilo telefônico e bancário dos suspeitos de assassinar toda uma família. Com isso, os investigadores devem descobrir se as vítimas foram extorquidas pelo grupo. Além dos acusados, a corporação também pediu a quebra dos sigilos das vítimas.

Ontem (23), a polícia divulgou algumas provas encontradas na chácara onde parte da família vivia e no cativeiro onde duas vítimas foram mantidas. Entre os documentos, estão anotações e um caderno com nomes das vítimas e as informações bancárias de cada uma. Atualmente, a polícia trabalha com a teoria de que os criminosos teriam extorquido as vítimas.

Novos corpos

Durante a madrugada desta terça-feira (24), a PCDF, com o auxílio do Corpo de Bombeiros Militar do DF (CBMDF), encontraram três corpos em uma fossa de uma casa no Vale do Amanhecer, em Planaltina. O local fica a 5km do cativeiro das vítimas.

Há pouco, o Instituto Médico Legal (IML) identificou dois dos três corpos encontrados durante a madrugada em uma fossa, como os de Thiago Gabriel Belchior e Cláudia Regina Marques de Oliveira.

A equipe de especialistas ainda tenta identificar o último corpo, que provavelmente é de Ana Beatriz, filha de Cláudia.

Caso

No último dia 13, a cabeleireira Elizamar e seus três filhos desapareceram após deixarem a casa do sogro, onde ela teria ido para buscar o marido, Thiago Gabriel Belchior. Dois dias depois, o carro da cabeleireira foi encontrado queimado com quatro corpos carbonizados na GO-436, em Luziânia (GO).

No mesmo dia, Thiago, os sogros de Elizamar, Marcos Antônio de Oliveira e Renata Juliene Belchior, e a cunhada, Gabriela Belchior, também desapareceram. Na madrugada de segunda-feira (17), o carro de Marcos foi encontrado também queimados com os possíveis corpos da esposa e da filha dele, na BR-251, próximo a Unaí (MG).

Ainda no dia 17, a ex-esposa de Marcos, Cláudia Regina Marques de Oliveira, e a filha dela, Ana Beatriz Marques de Oliveira, também tiveram o desaparecimento registrado. Mesmo assim, familiares delas afirmam que elas teriam sumido ainda no dia 13.

Três homens foram presos acusados de participação no crime. Dos 10 desaparecidos, até o momento, sete corpos foram encontrados, mas apenas cinco foram identificados pelo Instituto Médico Legal (IML). “Ainda temos esperança que ele [Thiago] apareça vivo”, disse a familiar.

Na última quarta-feira (18), a PCDF e o Corpo de Bombeiros Militar do DF (CBMDF) encontraram o corpo de Marcos enterrado na casa onde Renata e Gabriela teriam sido mantidas em cativeiro, em Planaltina.

O cadáver, enterrado em uma cova com 30 a 50cm, estava decapitado e sem os braços. Segundo o tenente Abreu do CBMDF, o estado de decomposição indica que Marcos foi morto entre 4 e 10 dias atrás.

4º suspeito

A PCDF está procurando o quarto suspeito de participar do sequestro e assassinato da família. Carlomam dos Santos Nogueira, de 26 anos, teria relação com Horácio Carlos e Gideon Batista, outros suspeitos já presos por participação nos crimes. Além deles, Fabrício Silva Canhedo, de 34 anos, também foi preso acusado ter sido contratado para vigiar Renata e Gabriela no cativeiro.

As digitais de Carlomam foram encontradas em vários locais do cativeiro e no veículo de uma das vítimas.

Por Redação do Jornal de Brasília

Foto: Reprodução Jornal de Brasília

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui