Central de Libras amplia autonomia de pessoas surdas no DF

Serviço já soma mais de 1,1 mil atendimentos em 2026, atuando na intermediação da comunicação para facilitar o acesso desses cidadãos a áreas como saúde, educação e trabalho

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Resolver pendências do dia a dia, acompanhar consultas, participar de audiências ou buscar informações em órgãos públicos exige, antes de tudo, uma comunicação eficiente. No Distrito Federal, esse acesso tem sido ampliado para a população surda por meio da Central de Intermediação em Libras (CIL), serviço que promove a mediação entre cidadãos e instituições.

Vinculada à Secretaria da Pessoa com Deficiência (SEPD-DF), a Central oferece apoio por meio da interpretação em Língua Brasileira de Sinais (Libras), acompanhando cidadãos surdos em atendimentos presenciais e eventos. Apenas em 2025, foram mais de 2,4 mil atendimentos. Neste ano, entre janeiro e 9 de junho, o número já passa de 1,1 mil, refletindo a demanda por acessibilidade e inclusão nos serviços públicos. 

A CIL também participa de ações e eventos promovidos pelo Governo do Distrito Federal (GDF), ampliando o alcance da acessibilidade para a comunidade surda. De acordo com o secretário da Pessoa com Deficiência, Willian Cunha, o serviço representa um importante instrumento de inclusão e cidadania.

“Garantir o atendimento por meio da Central é assegurar que as pessoas surdas tenham acesso pleno às políticas públicas do GDF. Estamos falando de dignidade, respeito e, principalmente, inclusão. A comunicação não pode ser uma barreira para que o cidadão exerça seus direitos. Com a CIL, ampliamos o acesso aos serviços públicos e fortalecemos a participação das pessoas surdas em diferentes áreas, como saúde, educação e assistência social”, ressalta.

Rotina descomplicada

Entre os usuários do serviço está a vendedora Maria Izabel da Silva, de 44 anos, que utiliza a central para acompanhar atendimentos em diferentes serviços. Ela destaca a importância da presença do intérprete em situações mais complexas: “No médico, no dentista ou em outros atendimentos, a comunicação nem sempre é fácil e muitos ouvintes não têm paciência. Quando o intérprete está junto, eu consigo entender tudo o que está sendo explicado e me sinto mais segura. É um apoio muito importante para garantir o nosso direito à comunicação.” 

Para o diretor da CIL, Waldimar Carvalho da Silva, o trabalho desenvolvido vai além da tradução. Sendo uma pessoa surda, ele afirma saber na pele a importância do espaço e explica que o serviço funciona como uma porta de entrada para a acessibilidade da comunidade, oferecendo apoio em situações que vão desde consultas médicas até entrevistas de emprego.

Fonte Agência Brasília
Foto:  Matheus Borges/Agência Brasília