Duas Agentes Comunitárias de Saúde do Distrito Federal estão no centro de uma investigação da Polícia Civil (PCDF) sobre o comércio ilegal de medicamentos para emagrecimento, como o Mounjaro e a retatrutida (molécula estudada para o tratamento da obesidade e do diabetes tipo 2).
Mandados de busca e apreensão foram cumpridos nesta sexta-feira (16/10) em endereços ligados às servidoras públicas, em Brazlândia. As buscas fazem parte da segunda fase da Operação Última Dose, conduzida pela 18ª Delegacia de Polícia, que cuida da região.
Durante os cumprimentos dos mandados de busca e apreensão, os agentes recolheram dezenas de itens com indícios de irregularidade sanitária e contrafação (reprodução, imitação, fabricação ou comercialização não autorizada). Nos locais vistoriados, os policiais encontraram diversos remédios prontos para a distribuição, além de telefones celulares e mídias digitais que passarão por perícia técnica para mapear a extensão do comércio clandestino.
De acordo com as investigações, há fortes indícios de que os medicamentos apreendidos entravam clandestinamente no Brasil vindos do Paraguai. A polícia trabalha agora para aferir a autenticidade das substâncias recolhidas e avaliar se os compostos ofereciam risco direto de intoxicação aos consumidores.
Além do contrabando, os investigadores descobriram que as suspeitas utilizavam dados de terceiros sem autorização para gerenciar perfis de vendas na rede social Instagram. As apreensões digitais buscam comprovar o uso de falsas identidades para mascarar os reais responsáveis pela oferta dos produtos na internet.
As duas servidoras públicas também são investigadas por gerirem informalmente uma empresa privada para escoar as mercadorias. A prática é vedada pelo regime jurídico dos servidores do DF, o que pode desencadear sanções administrativas e disciplinares paralelas ao processo criminal.
Fonte Correio Braziliense
Foto: Divulgação/PCDF











