Anel inteligente monitora sua saúde? Anvisa faz alerta sobre os riscos

Acessórios medem dados de bem-estar, mas não servem para diagnóstico médico; veja quais funções exigem o selo de aprovação da agência no Brasil

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Anéis inteligentes que prometem monitorar a qualidade do sono, a frequência cardíaca e até o nível de oxigenação no sangue se tornaram populares. No entanto, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) faz um alerta importante: esses acessórios não servem para diagnóstico médico e seu uso para essa finalidade pode trazer riscos.

Esses dispositivos são geralmente vendidos como produtos para bem-estar e apoio a atividades físicas. Se o objetivo for apenas acompanhar dados gerais, sem finalidade clínica, eles não precisam de regulamentação da agência. A situação muda completamente quando o aparelho mede parâmetros fisiológicos de uso médico.

Quando um dispositivo precisa do selo da Anvisa?

Qualquer equipamento que meça pressão arterial, oximetria, glicemia, realize eletrocardiogramas (ECG) ou notifique sobre ritmo cardíaco irregular precisa ser aprovado pela Anvisa. Essa regra vale mesmo que o fabricante alegue que as funções são para lazer ou bem-estar, pois é necessário comprovar a segurança e a precisão dos dados.

Uma medição incorreta da glicemia, por exemplo, poderia levar uma pessoa a usar uma dose errada de insulina. Por isso, a agência é rigorosa na fiscalização desses produtos antes de liberá-los para venda no Brasil.

É fundamental saber que “não existem smartwatch ou anéis vestíveis autorizados pela Anvisa para medição não invasiva de glicose ou oximetria.” Isso indica que a capacidade técnica desses produtos para realizar tais medições ainda não foi comprovada junto ao órgão regulador.

O que isso significa na prática?

As informações de um anel inteligente NÃO devem ser usadas para confirmar ou descartar uma doença, iniciar tratamentos ou substituir exames e consultas médicas. Um alerta do dispositivo não confirma um problema de saúde, assim como um resultado “normal” NÃO garante que esteja tudo bem.

A Anvisa regula principalmente os softwares que analisam os dados coletados pelos sensores. Atualmente, a agência “NÃO possui nenhum software médico regularizado especificamente para utilizar somente dados provenientes de anéis inteligentes.”

Riscos de produtos não regulamentados

Comprar um produto de saúde sem o selo da Anvisa é arriscado. O consumidor pode estar usando um dispositivo com desempenho e segurança duvidosos. Além de resultados incorretos, há perigos relacionados à segurança elétrica e à falta de rastreabilidade, que dificulta a investigação de problemas ou a realização de recolhimentos.

Para verificar se um dispositivo médico é regularizado, a população pode consultar o portal da Anvisa em https://consultas.anvisa.gov.br/#/saude/

Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

Fonte Correio Braziliense
Foto: Governo Federal