UnDF cria programas de iniciação científica

Medida é o primeiro passo para o início dos trabalhos de pesquisa na universidade. Graduandos da instituição e estudantes do Ensino Médio do DF serão atendidos pelos programas

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A reitora pro tempore da Universidade do Distrito Federal Professor Jorge Amaury Maia Nunes (UnDF), Simone Benck, anunciou, nesta quinta-feira (5), a criação do Programa Institucional de Iniciação Científica (PIC) e do Programa Institucional de Desenvolvimento Tecnológico e de Inovação (PIDTI) da instituição. A declaração foi proferida no evento Dia da Luta pela Democracia, promovido pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).

“O DF já tem uma referência muito positiva de pesquisa de alta qualidade com a Universidade de Brasília. A UnDF nasce, então, com o dever de incentivar o valor mais genuíno do ser humano pesquisador: o saber perguntar, o saber identificar problemas que possam ser investigados, pesquisados e que possam reverberar com soluções ao longo da sua formação acadêmica e trazer retorno social”Simone Benck, reitora pro tempore da UnDF

Benck participou da mesa redonda sobre o tema Ciência, Educação e Democracia: elementos consolidadores de uma sociedade democrática, oportunidade em que falou sobre a importância dos programas de iniciação científica oferecidos pela UnDF. “A abertura dos programas de pesquisa pela UnDF, publicada hoje, bem como os diálogos promovidos pela SBPC precisam configurar, portanto, num dia como este, em que há 35 anos se instituía a Constituição Cidadã, como uma necessária frente de conscientização sobre a importância da cultura democrática em nossa sociedade. A UnDF tem muito a aprender com a SBPC e demais universidades consolidadas – e, juntas, muito mais a somar, a partir do empenho de esforços necessários em defesa da educação e da universidade pública brasileira”, afirmou.

Sobre a Resolução

De acordo com a Resolução nº 15, publicada no Diário Oficial do DF desta quinta-feira (5), os programas serão voltados para a iniciação à pesquisa e para o desenvolvimento da produção e do pensamento científico de graduandos da UnDF e de estudantes – regularmente matriculados – de escolas do ensino médio do Distrito Federal.

Ainda, segundo a norma, o PIC contemplará a pesquisa básica ou aplicada e o PIDTI envolverá o desenvolvimento, o aperfeiçoamento e o estudo de viabilização de produtos, protótipos, processos, serviços, sistemas ou modelos de negócios.

Simone Benck reforça que a ação marca o compromisso da UnDF em protagonizar no cenário científico. “O DF já tem uma referência muito positiva de pesquisa de alta qualidade com a Universidade de Brasília. A UnDF nasce, então, com o dever de incentivar o valor mais genuíno do ser humano pesquisador: o saber perguntar, o saber identificar problemas que possam ser investigados, pesquisados e que possam reverberar com soluções ao longo da sua formação acadêmica e trazer retorno social”, complementou.

Segundo Fabiana França, pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da UnDF, órgão gestor dos programas, é por meio da iniciação científica na graduação que o estudante tem o primeiro contato com métodos e técnicas de pesquisa. “O Programa de Iniciação Científica é importante para o estudante que está iniciando a formação no ensino superior, pois o contato com o trabalho realizado em uma pesquisa pode despertar a sua vocação científica, prepará-lo para o ingresso na pós-graduação, contribuir para o desenvolvimento do pensamento crítico, além de ajudá-lo a permanecer no curso, evitando a evasão universitária”, detalhou.

Como vai funcionar

A publicação da resolução busca organizar e instituir o processo de iniciação científica na UnDF. No âmbito de sua operacionalização, os programas de PIC e PIDTI se organizam nas modalidades de demanda espontânea ‒ de abordagem geral – ou de demanda induzida que, neste caso, engloba projetos de iniciação científica e de desenvolvimento tecnológico para as escolas do ensino médio do DF e, também, no âmbito das ações afirmativas. Em todas as iniciativas, sempre haverá um professor orientador da UnDF.

A análise dos projetos será realizada por uma comissão de avaliação técnico-científica a ser composta por docentes da universidade, representando os centros interdisciplinares da instituição: Ciências Biológicas e da Saúde; Ciências Humanas, Cidadania e Meio Ambiente; Educação, Magistério e Artes; e Engenharias, Tecnologia e Inovação.

A norma estabelece, ainda, que a participação dos estudantes acontecerá na condição de bolsista ou de voluntário, desde que sejam atendidos os requisitos previstos na resolução e nos editais de seleção. A previsão é de que a publicação dos editais ‒ com o detalhamento sobre o número de vagas, valor das bolsas e prazos de inscrição ‒ ocorra até o fim deste ano. Já o início das atividades de pesquisa está programado para o primeiro semestre de 2024.

Por ser um programa piloto, os editais serão publicados em etapas. “Inicialmente, até o fim deste ano, será lançado apenas o edital do PIC e do PIDTI destinado aos estudantes da UnDF e das escolas vinculadas. As demais modalidades de iniciação científica ‒ ações afirmativas e ensino médio ‒ terão os editais publicados posteriormente”, explicou Fabiana França, pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da UnDF.

Os resultados dos trabalhos de pesquisa serão apresentados durante a Semana de Iniciação Científica da UnDF, que ocorrerá anualmente na universidade, ainda sem data para a sua primeira edição.

Acesse a íntegra da Resolução nº 15, que dispõe sobre a Criação do Programa Institucional de Iniciação Científica (PIC) e do Programa Institucional de Desenvolvimento Tecnológico e de Inovação (PIDTI) da UnDF.

*Com informações da UnDF

Por Agência Brasília

Foto: Divulgação/UnDF / Reprodução Agência Brasília

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