‘O SUS é uma obra inacabada’, avalia secretária de Saúde do DF 

A declaração foi durante coletiva de imprensa convocada para falar sobre as recentes mortes de crianças na rede pública de saúde

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O Governo do Distrito Federal se pronunciou, por meio de coletiva de imprensa convocada na manhã desta quinta-feira (23/5), sobre as recentes mortes na Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) do Recanto das Emas e no Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib). Estiveram presentes representantes do Executivo local e do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (IGESDF). 

A secretária de Saúde do DF, Lucilene Florêncio, declarou estar abalada com a notícia das morte das crianças. “Todas as notícias, todos os fatos nos comovem, nos abalam.  Pedimos, primeiramente, força a Deus e, tenho certeza, que a minha missão, da minha equipe, a missão que me foi confiada é entregar saúde de qualidade”, disse a titular da pasta.

Serão feitas as necropsias das crianças mortas e o Conselho Regional de Medicina do DF (CRM-DF) abriu sindicâncias para investigar os casos. “Todas as esferas, CRM, controladoria, corregedoria, processos civis e criminais precisam avaliar os casos, para que nós possamos fazer as correções”, observou. 

De acordo com a secretária, de 2022 até hoje, a capital  teve aumento de 103 leitos de UTI, totalizando 117 leitos pediátricos, 98 de UTI neonatal e 293 adulta, entre contratados e leitos próprios. “O SUS, por si só, é uma obra inacabada, assim como a Saúde”, comentou a secretária. 

Lucilene também informou aos jornalistas que R$ 18 milhões foram investidos e que a secretaria está à espera de 60 ambulâncias, das quais 15 serão destinadas ao Samu (que resgata vítimas de acidentes com equipamentos de socorro) e 45 do tipo branca (que transporta pacientes sem risco de morte). Segundo a secretária, até agosto, todas já devem estar entregues.  

Entre as medidas anunciadas, também estão a ampliação da cargo-horária de pediatras da rede pública. Atualmente, o DF tem déficit de 158 pediatra principalmente nos hospitais de Ceilândia, Planaltina, Sobradinho e Taguatinga. 

O secretário da Casa Civil, Gustavo Rocha, destacou a alta demanda de pacientes do Entorno, o que pressionaria o sistema público de saúde do DF. Só em Santa Maria, 56 % dos atendimentos são do Entorno. Aqui atendemos todo mundo. o SUS é universal. É um dado que precisa ser colocado porque isso impacta na rede de saúde do DF.

O representante o IGESDF falou da criação de uma sala de monitoramento no Hospital de Base, que está em fase de implementação, onde serão definidas as prioridades de pacientes a serem atendidos pelas ambulâncias.

Por Naum Giló do Correio Braziliense

Foto: Naum Giló / Reprodução Correio Braziliense

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