Setembro Amarelo: como conversar sobre saúde mental com adolescentes

Especialistas orientam pais e responsáveis sobre o diálogo aberto em casa; estratégias simples fortalecem o vínculo e acolhem emoções jovens

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Com a chegada do Setembro Amarelo, campanha dedicada à prevenção ao suicídio, a saúde mental de jovens e adolescentes ganha destaque. Para pais e responsáveis, iniciar uma conversa sobre o tema pode parecer um desafio, mas o diálogo aberto em casa é uma das ferramentas mais importantes para o bem-estar emocional. A chave é criar um ambiente seguro e acolhedor.

O primeiro passo é escolher o momento e o lugar certos. Uma conversa forçada ou em meio a distrações tende a não funcionar. Aproveite momentos cotidianos, como uma caminhada, uma viagem de carro ou durante uma refeição tranquila, para abordar o assunto de forma natural. O objetivo é que o diálogo flua sem parecer um interrogatório.

Iniciar com perguntas abertas ajuda a quebrar o gelo. Em vez de questionar diretamente “você está triste?”, experimente algo como “tenho pensado muito em como as coisas estão para você, como você tem se sentido ultimamente?”. Essa abordagem demonstra preocupação genuína e dá espaço para que o adolescente compartilhe o que realmente sente, sem se sentir pressionado.

Como criar um diálogo eficaz

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A forma como você ouve é tão importante quanto o que você pergunta. A escuta ativa, sem julgamentos ou interrupções, é fundamental para fortalecer o vínculo de confiança. Algumas atitudes simples fazem toda a diferença:

  • Valide os sentimentos: frases como “entendo que isso seja difícil” ou “faz sentido você se sentir assim” mostram que você leva as emoções dele a sério. Evite minimizar o problema com expressões como “isso é bobagem” ou “na sua idade eu também passava por isso”.
  • Não ofereça soluções imediatas: muitas vezes, o adolescente não busca uma resposta pronta, mas sim um espaço para desabafar. Antes de sugerir soluções, pergunte se ele gostaria de ouvir sua opinião ou pensar em alternativas juntos.
  • Fale sobre suas próprias vulnerabilidades: compartilhar de forma equilibrada alguma experiência sua pode ajudar o jovem a perceber que todos enfrentam desafios emocionais. Isso humaniza a conversa e reduz a sensação de isolamento.
  • Seja um exemplo: cuide da sua própria saúde mental. Falar abertamente sobre como você lida com o estresse ou a ansiedade normaliza o tema dentro de casa e ensina pelo exemplo a importância do autocuidado.

É importante também estar preparado para conversas difíceis e saber a hora de procurar ajuda especializada. Ter informações sobre psicólogos, terapeutas ou canais de apoio, como os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e o Centro de Valorização da Vida (CVV), que atende gratuitamente pelo número 188, é um recurso valioso. Mostrar que o apoio profissional é um ato de coragem, e não de fraqueza, quebra estigmas e incentiva o jovem a buscar o cuidado necessário.

Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

Fonte Correio Braziliense
Foto: Reprodução/Freepik