App Day encerra primeiro semestre de aulas da UnDF

Evento organizado no campus do Lago Norte apresentou os aplicativos desenvolvidos por 36 alunos do curso de Sistemas da Informação. Projeto coloca os jovens em sintonia com o mercado profissional

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O auditório da Universidade do Distrito Federal (UnDF) estava tomado por jovens na manhã desta segunda-feira (18). Com celulares e laptops nas mãos, todos se preparavam para encarar o palco e uma banca julgadora formada por docentes da instituição de ensino. Era o App Day, evento que apresentou seis aplicativos desenvolvidos pelos alunos do primeiro semestre do curso de Sistemas da Informação.

O estudante Natan Diniz foi o primeiro a se apresentar. Junto com outros dois colegas, o jovem de 18 anos criou o protótipo de um app que permite aos usuários do metrô denunciarem casos de importunação sexual, homofobia, racismo e outros crimes. A possibilidade de aliar a teoria à prática, junto com a chance de desenvolver projetos que impactem positivamente na sociedade, tem animado o aluno da UnDF.

“Muitas universidades usam um princípio muito arcaico de educação. Aqui a gente está vendo muita coisa nova, colocando a mão na massa. É frenético? É. Mas vamos chegar ao mercado de trabalho com bastante bagagem”, aposta Natan. “Por ser uma instituição nova, tinha receio do ritmo ser um pouco mais devagar, porque a gente imagina que o primeiro semestre vai ser uma espécie de adaptação. Mas não… As aulas começaram com tudo.”

Incentivar os estudantes a colocarem a mão na massa, como Natan diz, é uma das propostas da UnDF. De acordo com Enam Pires, coordenadora do Centro Interdisciplinar de Engenharia, Tecnologia e Inovação, todos os cursos da área são desenvolvidos em torno de projetos aplicados, que permitem que os alunos tenham contato com a teoria de forma mais dinâmica.

“É em torno desses projetos aplicados que todos os outros assuntos da área de computação, como matemática e física, vão se desenrolar”, explica Enam. “Desde o primeiro semestre, os estudantes já começam a desenvolver, a colocar em prática os conhecimentos que eles vão adquirindo. Mas sempre com o cuidado de não estressar o aluno, de não gerar uma expectativa que pode não ser correspondida.”

Troca de conhecimento

Desenvolver um app já no primeiro semestre de curso foi um trabalho árduo para o estudante Gabriel Rebouças, 19 anos, que procurou aprendizado além da sala de aula. O jovem precisou lidar com as demandas do cliente uma padaria do Lago Norte que desejava gerenciar o próprio estoque de forma mais eficiente. A complexidade do projeto, no entanto, trouxe experiência como recompensa para o morador de Planaltina.

“A ideia do aplicativo desenvolvido pelo meu grupo era facilitar os processos da gestora da padaria, que nos contou que controlava seus produtos de maneira muito informal. Com o nosso app, ela consegue administrar automaticamente, de forma muito intuitiva, as entradas e as saídas”, garante Gabriel. “Criar esse app foi uma experiência muito positiva. Deu para a gente ter uma noção de como essas soluções são desenvolvidas no mercado.”

Para Antonio Augusto Martins, professor do curso de Sistemas de Informação, o App Day oferece um intercâmbio entre o mundo corporativo e a universidade, permitindo uma troca de conhecimentos valiosa para os estudantes. “Eles desenvolveram os protótipos de app durante quatro meses, levando em consideração os anseios da sociedade para criar produtos como cursos online, agendas culturais e aplicativos para denúncia de crimes”, conta. “No total, 36 alunos participaram do projeto.”

Por Carolina Caraballo da Agência Brasília

Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília / Reprodução Agência Brasília

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